domingo, 18 de setembro de 2011

Otimismo em excesso gera acomodação na carreira, alerta especialista

Esperar demais para o futuro pode confundir o profissional, que se esquece de evoluir e se aprimorar para então galgar cargos maiores
Por Redação Administradores, www.administradores.com.br
Desejar um futuro melhor em termos de carreira e qualidade de vida não é nenhum pecado. Mas quando esse desejo passa a ser mais importante do que as próprias atitudes tomadas pelo profissional para se chegar até o objetivo, é hora de parar e analisar a situação: você pode estar sendo vítima do otimismo em excesso.
Um dos sintomas desse mal é o bloqueio da percepção da realidade, que pode gerar problemas mais complicados na carreira. Segundo o consultor Eduardo Ferraz, especialista em Neurociência Comportamental, esse tipo de situação pode acontecer quando o profissional se julga mais competente do que realmente é e deixa de se preocupar com o desenvolvimento das próprias habilidades e conhecimentos.
Qualificação
Segundo a última análise do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), estudo realizado mensalmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 78% dos chefes de famílias brasileiros se sentem seguros com os atuais cargos. Destes, 35,8% estimam um crescimento profissional nos próximos seis meses. Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a carência de profissionais qualificados atinge 69% das empresas, sendo que 78% delas procuram investir na melhoria desse quadro capacitando os colaboradores no próprio local de trabalho.
Logo, a segurança na carreira que muitos profissionais brasileiros têm pode ser um ilusão bem efêmera. "O fato é que muitos profissionais deixam de se aprimorar em suas carreiras por terem uma autoavaliação distorcida", afirma Ferraz, ressaltando que a tese do psicólogo e vencedor do prêmio Nobel Daniel Kahneman foi justamente calcada no fato de que o otimismo em excesso é uma regra no mercado de trabalho, não exceção. Segundo Kahneman, todos têm uma tendência inconsciente a se acharem mais qualificados do que realmente são.
"O ser humano é condicionado, instintivamente, a buscar o caminho mais fácil e toma decisões baseadas no prazer imediato. Por isso tantas pessoas se endividam, cuidam pouco da saúde e deixam a carreira seguir por inércia", pontua o consultor.
Atitudes valem mais do que pensamentos
Ferraz defende que todos os profissionais devem procurar fazer uma autocrítica mais justa e agir para promover as mudanças necessárias. "Esperar que o melhor aconteça em sua carreira, sem o devido esforço, é mera ilusão. Ninguém é promovido ou recebe uma proposta de trabalho maravilhosa apenas por sorte. Pensamentos positivos são importantes, mas ter atitudes realistas é essencial", garante.
Para evitar situações de otimismo exacerbado e, por conseguinte, surpresas na carreira (como angústia, baixa auto-estima, insatisfação e até demissão), nunca é demais, lembra Ferraz, investir no autoconhecimento e na análise das reais competências profissionais. "Aprimorar continuamente seus pontos fortes deveria ser a maior prioridade na vida de quem quer evoluir profissionalmente. Se você estuda, faz cursos de qualificação, aprimora seus talentos e é reconhecido por isso, seu otimismo na verdade é puro bom senso", conclui.

Coca-Cola, Google e Apple são as mais presentes na internet



Empresas lideram o ranking da E-Consulting que mede o nível de interatividade na web


Coca-Cola, Google, Apple, Fiat e Natura são as empresas que mais interagem com os brasileiros na internet. É o que indica o Ranking de Presença Online, realizado pela E-Consulting em parceria com o TechLab, do Grupo ECC, que mapeou a atuação de 121 das maiores companhias do país em sites como Google, Twitter, Facebook, Orkut, Youtube, LinkedIn e ReclameAqui.
Aparecem ainda na lista, em ordem decrescente, Ford, Volkswagen, Nokia, TV Record, IBM, Petrobras, Microsoft, Toyota, Motorola e Tam. Para conquistarem as principais colocações, as companhias têm um ponto em comum: souberam aproveitar os recursos oferecidos pela web e não pouparam esforços para utilizar os canais da maneira mais eficiente.
“Provavelmente, as empresas que lideram a lista têm serviços que são objeto de interesse de compartilhamento, marcas ou produtos envolvidos em temas atrativos, como sustentabilidade, música ou religião. Historicamente, algumas também têm uma comunidade de pessoas acostumadas a interagir, como é o caso da Coca-Cola”, explica Daniel Domeneghetti, Sócio-Fundador da E-Consulting e coordenador do estudo, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O Diabo veste Zara?




Levada aos TTbr e mundiais por conta de uma reportagem do programa "A Liga" com denúncias de trabalho escravo, a marca espanhola não deve ter sossego tão cedo
Por Marcos Hiller, www.administradores.com.br

Como Brastemp, Renault, Arezzo e Twix reverteram a crise nas redes sociais
Dezesseis de agosto de 2011. Uma noite para Don Amancio Ortega, o dono da Zara, esquecer completamente. O programa "A Liga", da TV Bandeirantes, mostrou, de modo contundente, uma denúncia de trabalho escravo na linha de produção da marca e que repercutiu no Twitter, levando a grave notícia a atingir os Trend Topics de todo mundo. E certamente não sairá tão cedo do topo da lista nessa semana.
O programa "A Liga", de Rafinha Bastos (o homem mais influente do Twitter no mundo, segundo um tal de The New York Times), mostrou uma reportagem sobre trabalho escravo, acusando a Zara de ter empregados bolivianos morando em condições terríveis e trabalhando mais de 10 horas por dia por míseros dois ou oito reais por peça fabricada, que é dividida pela quantidade de pessoas que a produzem. Em menos de uma hora, a página da Zara no Facebook foi bombardeada por comentários de espectadores e a marca escalou os Trend Topics no Twitter por conta da repercussão negativa da reportagem. A hashtag #Zara bateu, em menos de uma hora, o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados no mundo no microblog.
Pronto! Chegou a vez da Zara. Don Amancio Ortega, o homem mais rico da Espanha, estaria com seu sono afetado ou não? Eu acho que não. Já foi a vez da Brastemp, da Arezzo, do Alpino para beber etc. Eis mais um escândalo nas redes sociais com marca famosas e renomadas. A Zara é marca espanhola do segmento de varejo de moda e que atua no modelo do chamado "fast fashion", ou "moda rápida". Ou seja, a Armani lança essa semana um novo modelo de terno nas passarelas de Milão, e a Zara consegue acompanhar essa tendência, "copiar" esse estilo e colocar em todas as suas araras, nos quatro cantos do mundo, em poucos dias. Isso é benchmark de processo de produção e logística. Roupas com que nível de qualidade? Prefiro não opinar. Aqui no Brasil, há quem diga que a Riachuelo faz algo similar.


Levada aos TTbr e mundiais por conta de uma reportagem do programa "A Liga" com
denúncias de trabalho escravo, a marca espanhola não deve ter sossego tão cedo

Aconteceu com a Zara. E pelo simples fato de ser uma empresa falível. Assim como todas do planeta. Não existe empresa perfeita, impecável e sem falhas. Longe disso. Todas, no mundo, são falíveis – até o trailer de hotdog da esquina. As empresas têm processos e têm pessoas, que possuem imperfeições. E basta um nó desatado cair nas graças das redes sociais que o megafone do Twitter está a postos. Uma boa dúvida para pensarmos: esse tipo de fenômeno subtrai consumidoras das lojas Zara nos dias seguintes? Eu acho que sim, mas muito pouco.
Outro ponto fundamental: o que a Zara deve fazer diante de uma crise instaurada como essa? Pois é. Trata-se de um clássico caso de crise nas redes sociais. O fato é que não há "receita de bolo" de que se fazer diante de uma crise instaurada como essa. Cada caso é um caso. E, certamente, na manhã seguinte estarão reunidos em uma sala de reunião o comitê de crise da companhia. Agir rápido, transparência, coerência, bom senso e canja de galinha não fazem mal nesse momento ruidoso com esse.
Marcos Hiller - é coordenador do MBA em Branding (Gestão da Marca) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller).