quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Material impresso ou digital: o que atrai mais o cliente?

Especialista fala sobre os novos formatos na hora de seduzir os consumidores
Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

Atualmente há uma demanda crescente e natural pelo ambiente digital. Por isso, a exposição e o posicionamento de uma marca na rede é hoje um movimento extremamente importante para a sua projeção. A grande dúvida que surge com todo esse processo é quanto à substituição do impresso pelo digital.
Segundo o diretor da Agência Trato, Átila Alexandre, não há uma substituição, mas uma adição dos meios disponíveis. Para ele, as mídias se complementam. "A área digital oferece mobilidade, interatividade, capacidade de mensuração dos resultados, enquanto a comunicação impressa tem grande poder de segmentação e atinge uma faixa etária importante no que concerne ao poder aquisitivo".
O diretor ainda complementa afirmando que "um informativo, por exemplo, se o orçamento não permite imprimir e enviar exemplares pelo correio, a opção é editá-lo digitalmente. Antigamente isso não era possível".

Impresso x Digital
A mídia impressa possui um grande poder de convencimento junto ao espectador. A diversidade de formatos, a riqueza dos materiais e texturas, as cores vibrantes e as definições de imagens são recursos que ajudam a fixar na mente do consumidor o objeto almejado. Porém, tecnologias como o Ipad, já são realidade em outros mercados e representam uma revolução no meio digital, disponibilizando recursos de interatividade que já causam uma migração da mídia impressa.
Certos tipos de comunicação como, por exemplo, embalagens, wobblers, convites, materiais promocionais de ponto de venda, entre outros, são por essência impressos. Porém, sem dúvida, o ambiente digital propicia uma gama de estímulos como vídeos, animações em flash, galerias de fotos, que são excelentes artifícios de venda.
Para o diretor da Agência Trato, a comunicação se equilibra hoje diante de um público que ainda aprecia a enriquecedora experiência sensorial do impresso, mas que caminha junto ao avanço da tecnologia. O Kindle, leitor digital, já acumula acervos online disponibilizados por várias bibliotecas do mundo. "A tendência lógica seria a diminuição do uso do papel em virtude das outras tantas formas de expressões que surgem, mas o que seria da realidade aumentada sem a base do arquivo impresso? A evolução dará a resposta", analisa Alexandre.

Consumidor Y quer transparência das marcas

Em entrevista ao Portal HSM, Jorge Kodja , diretor da TNS Research Internacional, fala sobre o perfil dos consumidores da Geração Y e suas expectativas em relação às marcas. Confira!

Os 16 milhões de consumidores da Geração Y ainda despertam interesse para muitos profissionais de marketing espalhados pelo mundo. Afinal, estes jovens trazem consigo uma série de características peculiares em comum, sendo que a mais latente é a facilidade de adaptação e uso do ambiente online.

O executivo Jorge Kodja, da TNS Research Internacional, coordenou uma pesquisa com 1500 jovens em 11 regiões metropolitanas do País, para entender este consumidor. De acordo com o diretor, estes jovens são formadores de opinião dentro de seus lares e buscam uma experiência de marca transparente, que proporcione inserção. Confira a entrevista completa.

Portal HSM: O que estes jovens da Geração Y (nascidos na década de 80) esperam das marcas que consomem?
Jorge Kodja: Além dos atributos básicos que as demais gerações esperam (tais como qualidade e preço justo), para a geração Y, transparência é fundamental. Isto porque se trata de uma geração acostumada a ser ouvida (pelos pais, professores etc) e por ser uma geração confortável com as mídias digitais. Assim, são indivíduos com enorme facilidade de consultar opiniões de outros consumidores, confortáveis em buscar dados nos sites das marcas e postar suas próprias opiniões em blogs e sites especializados. Assim, a falta de transparência no marketing e na apresentação dos produtos pode ser um erro fatal.

Portal HSM: Em sua opinião, as empresas precisam mudar a abordagem para falar com este consumidor?
JK: Aconselho as empresas a transitarem do monólogo para o diálogo. A comunicação tradicional era uma via de uma mão onde a empresa comunicava os benefícios de seus produtos, muitas vezes de forma hiperbólica e pouco conectada com a realidade. A nova comunicação deve pronunciar-se sobre seus produtos, estando preparada para ouvir. Essa escuta pode vir dos blogs, dos sites de relacionamento etc. A geração Y tem forte necessidade de ser ouvida e de discutir seus pontos de vista e percepção, ao contrário das gerações anteriores mais acostumadas a receber ordens.

Portal HSM: Estudos revelam que a geração Y, por conta dos hábitos tecnológicos, estão acostumados com a satisfação imediata. Isto faz com que eles escolham produtos de vida útil curta?
JK: O mundo hipermidiático a que estão expostos lhes traz muitas opções. É uma geração “blasé”, que parece já ter visto tudo e experimentado tudo. Assim, gerar empolgamento e felicidade nesse grupo é uma tarefa complexa. A única coisa que se pode dizer é que mais do que nunca os consumidores jovens se tornaram alvos móveis.

Portal HSM: As estratégias de marketing de massa funcionam para impactar esta geração?
JK: Sim, elas ainda são úteis. Prova disso é que empresas saudáveis ainda adotam as práticas de marketing de massa. Alguns ajustes são fundamentais. Eu diria que o mais importante é dar voz ao consumidor e ouvi-lo na mesma medida em que se busca doutriná-lo. Aconselho também maior refinamento na definição de target. O que é classe C, por exemplo? Ora, dentro da Classe C contemporânea há inúmeros subgrupos e comportamentos diferentes. É preciso entendê-los e procurar conversar com os segmentos mais significativos.

Portal HSM: Se pudesse resumir, quem são os consumidores Y?
JK: É a geração do diálogo.

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Tempo dos resilientes

Mais do que ser competente, eficiente e eficaz, antever os problemas e ser proativo, hoje o diferencial do profissional é ser resiliente. Veja a razão e aprenda como desenvolver esta característica na vida pessoal e profissional

Quase sempre me pego entre os encantos e devaneios do mundo de hoje, porém, nem sempre chego a uma conclusão. Ainda assim, tenho a convicção da grande dificuldade que o ser humano contemporâneo tem em lidar com suas frustrações.

Como sempre digo, pensar os problemas e as dificuldades tem sido uma tarefa fácil aos pensadores. No entanto, acredito na busca das soluções por meio da resiliência – uma difícil estratégia de equilíbrio.

A resiliência é um termo advindo da física e traz em sua essência a ideia de que uma estrutura elástica tem a capacidade de ser deformada ou esticada, voltando sempre a sua forma original. Para nós psicólogos, esta é a grande habilidade que o ser humano deve ter para administração de situações de conflitos e crises nos dias de hoje.

Alguém resiliente é capaz de passar por grandes momentos de dificuldade, tais como: traumas, situações estressantes, conflitos e crises dos mais diferentes tipos. O resiliente consegue sair destas situações positivamente transformado, como se tivesse atravessado o “inferno” e retornado de lá melhor estruturado.

É impressionante a quantidade de situações frustrantes e de conflitos que conseguimos administrar. Ser competente, eficiente e eficaz, antever os problemas e ser proativo são apenas algumas das características que, atualmente, são fundamentais para que sejamos bons profissionais. Mas, o que realmente tem sido um diferencial é a capacidade de resiliência que uma pessoa pode ter.

Mas talvez a complexidade em ser resiliente esteja nos elementos que a estruturam, muito mais do que na ação em si. Uma das principais características do resiliente é quanto a sua auto-estima, a qual não privilegia suas capacidades, mas a compreensão de suas limitações, fazendo com que exista um equilíbrio das forças, aliado a satisfação de suas próprias cobranças pessoais.

O desequilíbrio entre auto-estima e cobrança pessoal pode ser o grande desencadeador de conflitos, ou em alguns casos, até de patologias do psiquismo. Possivelmente a melhor estratégia para alcançar este equilíbrio seja a busca pela flexibilidade, não frente aos comportamentos do outro, mas sim a sua própria forma de agir no mundo.

Compreendendo isto como um fato, o passo seguinte é estabelecer relações humanas mais favoráveis, onde o dar e receber se torne natural e não apenas uma obrigação social ou mesmo uma estratégia formalizada. Ao entendermos que lidamos com pessoas e não com processos ou procedimentos, internalizamos outras possibilidades, as quais nos dão acesso a uma maior gama de ações na solução dos conflitos.

Buscar um pensamento independente é a próxima instância após percebermos a ampliação do universo no qual estamos inseridos. Ao pensarmos em um contexto profissional, a quantidade de variáveis que surgirão ao adequarmos nossas relações humanas nos criará novos papéis e possibilidades, que se não nos permitirmos pensar, toda ação irá por terra. Confira abaixo algumas dicas para se manter resiliente:

1.Mantenha a mente aberta.
2.Não se esqueça de manter o bom humor, pois este ingrediente é o diferencial dos vencedores. Quem alimenta o ódio e o rancor, além de não alcançar seus objetivos, corre o risco de adoecer precocemente.
3.Busque perceber o tempo todo seus próprios sentimentos, pois desta maneira não será pego de surpresa por momentos incontroláveis. Aproveite e esteja atendo aos sentimentos das pessoas a sua volta, pois esta poderá ser sua “arma secreta” para evitar conflitos.
4.Mantenha-se sempre compromissado com a vida, vivendo plenamente seus planos e objetivos, podendo ressignificá-los a qualquer tempo, ou seja, refazer seus projetos.
Por fim acredito em três princípios básicos para a vida, os quais também servem aos resilientes:

1.Priorize-se – você em 1º lugar pode fazer bem ao mundo todo!
2.Recomece sempre – você sempre pode reescrever a sua própria história.
3.Nunca desista – sempre há uma saída.
Maurício Figueiredo (Psicólogo e Pedagogo, pós-graduado em Luto. Consultor em Recursos Humanos. Psicólogo do Centro de Apoio Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Diretor do Instituto Atena de Psicologia Aplicada
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Ser e/ou Estar

Fernando Adas fala sobre a necessidade de criar e maturar o relacionamento com os consumidores ou prospects. Confira o artigo na íntegra.

Para os americanos, “ser” e “estar” podem ser expressos com a mesma palavra. Nunca entendi bem esse reducionismo, pois para mim esses dois verbos estão em sentidos opostos no espectro da nossa personalidade.

Pense comigo: Arlette Pinheiro Esteves da Silva Torres e Fernanda Montenegro são a mesma pessoa. A primeira nasceu em 16 de outubro de 1929, é carioca, casada, paga impostos e faz supermercado. A segunda nasceu em 1950, quando iniciou sua carreira com o espetáculo “Alegres canções nas montanhas”.

Ter dois nomes faz parte do jargão profissional de algumas áreas como o teatro, a aviação ou o segmento imobiliário. Algumas culturas ou religiões também adotam o “double name”, a divisão entre um nome de “casa” e um de “rua ou no trabalho”.

Em tempos de quebra de sigilo fiscal e vazamento de dados pessoais de imposto de renda, a reflexão sobre nomes ganha pauta nas discussões. As empresas são ávidas por nomes, novos de preferência. Buscam listas, querem cadastros, compram mailings em milheiros repletos de endereços e telefones. Ligam, enviam correspondências, fazem convites na tentativa de conquistar ou resgatar clientes.

As empresas compram Fernandas na tentativa de conquistarem Arlettes. Fernandas são conhecidas pelo nome; Arlettes pelas atitudes e valores. Fernandas são convidadas a eventos; Arlettes decidem se querem ou podem ir. Conquistar ambas é tarefa difícil e requer habilidade estratégica, mentalidade mercadológica e paciência.

Habilidade estratégica para iniciar o contato com a Fernanda e aprofundar o relacionamento com a Arlette. Mentalidade mercadológica para entender a renda de Fernanda, mas observar a recência, a frequência e o valor das compras de Arlette. Paciência para conhecer, entender e avaliar as reações de ambas às ofertas recebidas. Significa dizer que entre um nome que você comprou para o envio de sua mala direta ou e-mail até o cliente que você conquistou e vai procurar fidelizar, há um projeto de relacionamento a ser criado e maturado.

A Fernanda é mais fácil de ser localizada, pois seus dados pessoais referem-se ao Nome, ao Endereço e ao Telefone. Às vezes, ao e-mail. Já a Arlette é mais contida, discreta, reclusa no ambiente familiar ou entre amigos. Seu estilo de vida é menos conhecido e, por isso, as referências pessoais não são obtidas de imediato, em uma planilha de Excel.

Quem gera mais renda: Fernanda ou Arlette? Certamente a primeira. E quem decide o destino desta renda? Certamente a segunda. Por isso, o conhecimento sobre os hábitos de compra torna-se cada vez mais fundamental. Temos observado atentamente os resultados das pesquisas eleitorais que oscilam de maneira quantitativa, buscando informações de caráter qualitativo. A todo momento, percebem-se alterações nas respostas dadas pelas Fernandas, mas ponderadas pelas Arlettes.

Pesquisar é uma arte e uma técnica. Requer olhar e cérebro. Visão e pensamento. O consumidor é bipolar. Sofre de uma esquizofrenia “atitudinal” que o motiva a pensar em A, declarar B e praticar um gesto C. Por isso, as ações de relacionamento são mais eficazes que as abordagens pontuais, no esforço de conhecimento sobre o consumidor.

Da próxima vez que você comprar um mailing, analise se está levando Fernandas ou Arlettes. Conheça a primeira, mas conquiste a segunda.

Fernando Adas (Diretor de atendimento e planejamento da Fine Marketing e especialista em Comunicação Dirigida e Varejo)

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