quinta-feira, 16 de maio de 2013


 
Por Alfredo Moreno
Não dá prá dizer que é uma surpresa estarem misturando ao leite produtos como água, uréia e formol.  Precisamos fazer uma reflexão e tomarmos algumas decisões, senão vejamos: Leite, sucos, carne, gasolina, farinha, café, verduras e tantos outros produtos necessários a nossa vida e não temos certeza de podermos ingerir ou usar. Até quando? Que loucura é essa de adquirir, de fazer, de ter um lucro passando por cima da ética? Onde estão as pessoas responsáveis por todas essas atitudes doentias e intolerantes? Onde anda a nossa justiça? Onde andam os nossos representantes?  Onde está o direito do cidadão? Já não bastam as falcatruas do dia a dia nas mais diversas esferas da nossa sociedade? Que danos morais e financeiros essas empresas sofrerão? Quem comprovará? Segue abaixo os nomes e lotes (que devem ser todos)que sofreram adulteração, conforme laudos de laboratórios credenciados e matéria do jornal Folha de São Paulo.
Italac Integral
Lotes: L05KM3, L13KM3, L18KM3, L22KM4 e L23KM1

Italac Semidesnatado
Lote: L12KM1

Líder/Bom Gosto UHT Integral
Lote: TAP1MB

Mumu UHT Integral
Lote: 3ARC

Latvida UHT Desnatado
Lotes: Fabricação em 16 de fevereiro de 2013 e validade até 16 de junho de 2013.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Novas regras do comércio eletrônico começam a valer nesta terça-feira

 O comércio eletrônico passa a ter a partir desta terça-feira (13) regras mais rígidas e claras, com a entrada do Decreto Federal 7.962/13, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor.                       As modificações visam mais segurança para os internautas adeptos às compras on-line.
Entre as obrigações previstas no decreto, os sites devem deixar todas as informações claras sobre vendas pela internet, assim como disponibilizar em local de destaque as informações básicas sobre as empresas, como o nome, endereço, CNPJ ou CPF, entre outras. As empresas também devem ter canais de atendimento adequados para os consumidores que tiverem dúvidas ou buscarem mais informações.
Outra mudança é que, a partir de hoje, os sites de compras coletivas precisam informar o status da oferta. Sendo assim, se torna obrigatório constar a quantidade mínima de consumidores para efetivação do contrato, junto com o prazo máximo para a compra do serviço ou produto.
A nova regulamentação ainda exige reforço para o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, no qual consta o direto do consumidor de arrependimento, isso é, o internauta terá o direito a devolver o produto comprado em um determinado período.
InfoMoney

terça-feira, 14 de maio de 2013

Reportagem nos EUA considera que carros brasileiros são "mortais"


Reportagem produzida pela Associated Press e publicada pelo jornal The New York Times em sua versão online avalia que os automóveis feitos no Brasil "são mortais". A matéria afirma que os carros produzidos no país são feitos com "soldas mais fracas, poucos itens de segurança e materiais de qualidade bem inferior aos dos fabricados nos Estados Unidos e na Europa".
De acordo com a matéria, a falta dos artigos de segurança e a produção com artigos de segunda linha seria responsável pelo fato de a taxa de mortalidade no trânsito brasileiro ser quatro vezes superior à norte-americana. A reportagem veiculada pela Associated Press ainda considera que a ida desses veículos para as ruas é uma "tragédia nacional".
Em resposta ao artigo publicado no The New York Times, montadoras brasileiras declararam seguir os padrões de qualidade impostos no Brasil e culparam a má conservação de estradas e ruas pela alta taxa de mortalidade no trânsito. Ouvido pela reportagem da AP, Alexandre Cordeiro, representante do governo brasileiro, admitiu que existe a necessidade de um aperfeiçoamento da legislação quanto à segurança no trânsito.
Yahoo! Finanças

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Como está a qualidade de vida dos líderes organizacionais?


Simoni Missel coordenou recentemente uma pesquisa com 100 líderes empresariais com o objetivo de revelar como está a qualidade de vida destes brasileiros.
Diante deste cenário, a Missel Capacitação Empresarial realizou recentemente uma pesquisa para identificar como está a qualidade de vida dos líderes organizacionais, indicando modelos de comportamentos que possibilitem alcançar o sucesso profissional sem descuidar da qualidade de vida.
A pesquisa é resultado de um estudo sobre a qualidade de vida de 100 líderes de grandes e médias empresas a partir da classificação estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (QV/OMS). No contexto empresarial, a qualidade de vida é associada ao bem-estar dos funcionários, que inclui aspectos de saúde, ergonomia, segurança, lazer e o estudo analisa a Qualidade de Vida, em 4 dimensões: na vida pessoal do profissional, no ambiente que vive e trabalha, suas condições físicas e estado psicológico:
 Em funções de liderança a maior satisfação dos líderes para Qualidade de Vida está em relação ao ambiente em que vivem, ou seja, sua segurança física e proteção, ambiente do lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais e oportunidades de adquirir novas informações e habilidades, ambiente físico e transporte.
 Em segundo lugar estão os aspectos de Qualidade de Vida referente a Saúde Física, ou seja, desconforto físico, energia, sono, atividades da vida cotidiana, dependência de medicação e capacidade de trabalho.
 Já com menos relevância, em terceiro lugar no ranking da Qualidade de Vida dos líderes organizacionais estão os aspectos Psicológicos, como autoestima, sentimentos, capacidade de pensar, aprender, afetividade e autoconhecimento.
 A baixa Qualidade de Vida é apontada pelos líderes na vida Social, qualidade e quantidade dos seus relacionamentos pessoais e familiares.
Gráfico
Embora os profissionais demonstrem maior satisfação com o ambiente onde vivem (conforto e bens materiais), os líderes pesquisados sentem-se insatisfeitos nas relações pessoais, familiares e sexuais e esta insatisfação pode advir do menor tempo que possuem para conviver com a família e amigos, em detrimento da dedicação ao trabalho. Neste contexto, identifica-se uma boa explicação para o crescente número de gestores interagindo com o mundo através das redes sociais: elas fazem a conexão dos líderes com o aspecto social de suas vidas.
Simoni Missel é diretora da Missel Capacitação Empresarial, executive coach, mestre em psicologia, especialista em desenvolvimento de lideranças e professora da ESPM.

A mudança profunda requer resiliência


Por “resiliência”, ele entende a capacidade de se adaptar a situações extremas de forma rápida e sem alterações essenciais na organização. A relação desse atributo com o grau de poder do líder é que, quanto mais concentrado ele é, menos o sistema é resiliente, explica Hamel à HSM Management.
A resiliência é o indicador do bom andamento do sistema empresa. No numerador, aparecem a velocidade e a profundidade da transformação estratégica. No denominador, o tempo, o custo 
e a energia emocional necessários para levá-la a cabo. Par ser eficiente em renovar-se, uma empresa tem de fazer crescer o numerador e reduzir o denominador.
 Os desafios fundamentais enfrentados por qualquer organização que pretenda ser resiliente são 
quatro.
  1. Saber que todo negócio é bem-sucedido até que não seja mais, ou seja, o mundo não é como gostaríamos que fosse. Quanto mais tempo se nega a realidade, mais cara, dolorosa e essencial é a transformação. O que a empresa sabe tem de ser considerado uma hipótese, daí serem todas as estratégias temporárias. 
  2. Livrar-se dos que filtram a realidade, isto é, os que, geralmente, em defesa própria, procuram mostrar que está tudo sob controle. “Um governo paralelo ajuda a lidar com esse séquito. E o melhor é que seja, em média, 20 anos mais jovem que a diretoria executiva, para não ter uma história a defender e para investir no futuro”, recomenda Hamel. 
  3. Deslocar o horizonte mais para a frente, em vez de ficar alheio à vanguarda da tecnologia, do estilo de vida e da intelectualidade, e não entender o que realmente está acontecendo. “Se quiser evitar o cadafalso, desenhe um gráfico de controle dos sinais de deterioração para fazer um acompanhamento dinâmico das estratégias que estão perdendo potência.” 
  4. Multiplicar as opções, pois o retorno das melhorias incrementais diminui, comparado com o retorno da inovação. A receita “disciplina-foco-execução” não é suficiente para nosso mundo. 
De acordo com Hamel, para enfrentar desafios presentes, os modelos de gestão do passado não são adequados. Um desses desafios é a própria força de trabalho atual, que já não está disposta a aceitar o modelo hierárquico de organização. A verdadeira inovação na gestão será uma tarefa difícil, porque obrigará muitos gestores a ceder parte de seu poder. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Lúcio: uma imagem guardada na memória

               Lúcio, que na época jogava pela Inter, acena com o cachecol do Bayern para os torcedores bávaros.
Nesta última quarta-feira, o zagueirão Lúcio, que assistiu de camarote a goleada do Atlético sobre o seu atual time, o São Paulo, comemorou amargamente 35 anos de vida com a eliminação da Copa Libertadores. O seu aniversário me lembrou imediatamente uma imagem que me marcou desde o dia 27/05/2010, quando li uma coluna do jornalista André Kfouri. O texto, que tratei de recortar assim que li, foi escrito cinco dias após a conquista da Liga dos Campeões da Internazionale de Milão, equipe de Lúcio na época, sobre o Bayern de Munique. Talvez, o último momento de glórias da sua carreira, já que o xerifão não vive seus melhores momentos no São Paulo e não mostrou muito naJuventus em um passado recente.
Cheguei em casa na última noite para procurar o papel de jornal que na época custou um real, mas que tinha um valor muito maior para mim. Esse texto do Kfouri foi um dos mais emocionantes que já li quando o assunto em questão é o esporte. Para minha tristeza, percebi que havia perdido o "fragmento' e, consequentemente, este post que faço no momento. Em contrapartida, rapidamente achei no arquivo do blog do Kfouri o texto. Não é a mesma coisa, mas posso, pelo menos, trazer um trecho para relembrar um dos maiores títulos da carreira de Lúcio.
"Mais de uma hora depois do fim, não havia mais nenhum jogador no campo. Ou melhor, havia um: Lúcio. Ainda de uniforme, ele caminhava com os filhos pelo gramado. De repente, ouve-se a torcida do Bayern. O ídolo de quatro temporadas, adversário naquela noite, se aproximava lentamente. Ele carregava uma de suas filhas no colo, ela também usava a camisa da Inter.

Os torcedores que estavam mais próximos do campo apontavam, gesticulavam. Aquele era o primeiro encontro entre Lúcio e os bávaros desde que o Bayern decidiu que o brasileiro não estava nos planos, há um ano. Mistura de sentimentos de ambas as partes.

Um cachecol vermelho e branco voou das cadeiras e caiu na grama. Lúcio o pegou, o enrolou no pescoço da garotinha em seus braços, e um urro gutural ecoou no Bernabéu.

Lindo. Sorte de quem viu."
A foto acho que não é a mesma da coluna, não chega a mostrar o beijo que o brasileiro dá no cachecol bávaro, mas também marca muito bem "A outra taça de Lúcio", como bem definiu André Kfouri.

É ou não é uma coisa para se guardar? Esse é o esporte que move multidões pelo mundo todo. Mesmo em uma profissão que te exige ser acima de tudo imparcial e racional, não tem como deixar de sentir emoção e paixão pelo futebol. Um brasileiro, com sua filha ao lado, reencontra os torcedores e beija o cachecol do clube bávaro. Isso, logo depois de levantar a taça da Liga dos Campeões pelo rival do dia no Santiago Bernabeu. Lúcio deixou de fazer parte do grupo de Van Gaal em 2009, mas nunca deixará o coração do Bayern de Munique. Parabéns, Lúcio. Faltam exemplos deste tipo nos dias atuais do mundo da bola.

Opinião: O custo da infelicidade


O Gallup calculou o custo da crise de desengajamento americana em US$ 300 bilhões anuais, referentes à perda de produtividade. Empregados altamente engajados perdem, em média 7,6 dias por ano em “presenteísmo” (presentes de corpo no trabalho, mas não de alma). Seus colegas desengajados perdem quase o dobro: 14,1 dias por ano.

No Brasil, US$ 42 bilhões anuais são perdidos por baixo engajamento. A julgar por uma pesquisa da Towers Watson em 16 países, divulgada em julho de 2012, até que não estamos tão mal. Internacionalmente, 65% dos trabalhadores estão desengajados. No Brasil, são “apenas” 30%.

Muita gente está infeliz porque trabalha “no escuro”. Segundo a pesquisa da Towers Watson, no Brasil, 46% dos funcionários dizem não conhecer as metas das empresas onde trabalham. E 44% dizem que não sabem o que precisam fazer para ajudar a companhia a atingir seus resultados.

Outro fator de infelicidade é o descasamento entre valores pessoais e corporativos. Uma pesquisa da Bain & Company com 750 profissionais de seis países revelou que 15% dos executivos já aceitaram redução no salário para trabalhar em empresas que adotam práticas sustentáveis.

Há, ainda, o desconforto com jornadas de trabalho e demandas 24X7. No grupo das principais economias do planeta, os executivos brasileiros são os mais insatisfeitos com o equilíbrio entre vida familiar e dedicação profissional.

Demonstrado o prejuízo e as causas, cabe sustentar que ser feliz, como organização, é estratégico.

Raj Sisodia, um consultor indiano radicado nos EUA, comparou a valorização das ações de dois grupos de companhias americanas entre 1996 e 2011. As “empresas conscientes”, compromissadas igualmente com todos os seus stakeholders (funcionários incluídos), acumularam 1.646%. As 500 companhias mais negociadas na Bolsa de Nova York valorizaram 157% no mesmo período.

As tais empresas conscientes têm vantagens como menos processos trabalhistas e menos gastos com marketing. Para elas, “a alma é a propaganda do negócio”, como diz o consultor César Sousa.

Nas 100 melhores empresas para trabalhar, as palavras que os funcionários mais relacionam a suas companhias são “pessoas”, “família” e “tempo”. “Pagamento” ocupa apenas a 81ª posição.

Ainda acha que felicidade é um assunto soft?

Al
exandre Teixeira é jornalista de economia e negócios, autor do livro Felicidade S/A